terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Confiança

confiança:

A falta deixa-o sujeito, 
passo cadenciado. 
O medido papel da sua vida, 
cheio. 
Nada tens,para o instante, 
para o novo. Diversos caminhos.

A imagem e ...
o instante é destituído por belíssimas gotas;
Seringueiras. 
Escorrem, 
acobertam com covardia o descobrir das coisas.

Desconfigurados, os rabiscos, transformam, formas; 
Novas encruzilhadas. 
Mesmo perdidos em VÓS , caminhamos ao vento. 
Desconfiados e …

Escassos de lamentar, a propulsão é doabater. Pulso. 
Coração; 
Não se condenes, por favor! 
A vida sempre surge; De um 
Papel em branco ?! 

A confiança é quem alimenta. 
Todos os movimentos; Com ela, 
Alma corre livre quando solta no vento.
Corre corre com suas asas. 

Então por que temas ?!
Já disse: "Não se condenes, por favor! "
Desmesure!!  

Barulhos. 
Epopéias do Tempo e 
novos ares fazem parte;
Da sua vida, subverta o espaço. Aceite a lucidez.
Inunde-se de Si mesmo;
e...
Ressoe.
Acredite no caminho.

          
                 (Edu Coutinho)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Um lugar comum


Caminhos,cantos,canos,
esquinas,
precipícios da vida,
um lugar comum;

Abismos vistos pelas aventuras
da tenaz vontade de chegar
ao outro lado…

Um passo dado,
há um passo atrás,
mais um herói vencido,
um lugar comum;

Ímpeto! e
o desejo de ser algo
mais, o céu não me ouve.
Que herói pode me salvar?

Não ficarei a espera
"We could be Heroes
 forever and never"
apenas por um dia 
para todo o sempre.

Grandes poderes: responsabilidades
Meus sonhos?
O limite máximo da 
condição humana,
joga minha vida fora por um dia de 
felicidades. 

Deseja ser…
Cultua raízes de paz, liberdade,igualdade,
fraternidade,autossacrifício. 
Martírio?! Não. 

A decisão suplementa a superAÇÃO,
o excesso de fé e coragem,queima s pés,
cega os olhos,
deixando  tudo e aqui dentro.

Um lugar comum,
único.

A proximidade é tão grande visto daqui de cima,
que mistura,caminham juntos,
donos de si.

Abrem-se janelas, vôos de liberdade,
"tudo posso naquele que me fortalece"
mais um passo e o limite é ultrapassado.

Liberdade!! Vento no rosto.
O corpo se expande, são asas!! 
Tudo ganha tônus, o bônus:
meus sonhos,
seus sonhos, passam 
por entre,
por dentro de

Cantos, caminhos, canos,
esquinas,
precipícios da vida,
um lugar comum;

Vai ser pra sempre?
Até quando é o sempre?

"É Deus, parece que
vai ser nós dois até o 
final. "

               (Edu Coutinho)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Outono!

Faça com amor
com calor 
na iminência do abismo 
o amanha não existe 
necessita do agora 
já era a hora 
nada de outroras  
O choro é sempre da hora 
deixe fluir  
emoções pra que prender o coração?
Sua casa?.. 
Exposição de vitórias, escuta! 
Tilintar do pulso 
o instante do expor choro 
os ouvidos vibram(mm)  
de onde se escuta 
não sei de nada de ser de 
ser cheio de seis 
outono outra vez!   

        (Edu Coutinho)

sábado, 22 de outubro de 2011

Preciso dizer q te amo

Preciso dizer a você,doce vampiro da madrugada,
por que  revelou a sacada ? 
As palmas das mãos se abriram , os braços se descruzaram e 
ela, passou . De fora pra dentro ou de dentro pra fora ? 
No momento, faz diferença? Só momentos  ficam na vida.
O alento. 
Esquinas , cantos , amores e prantos . 
O presente, murmurou por vida com o último bafo quente do cigarro, 
que em suas mãos se desfaziam . 
Foi atendido e o corpo, todo arrepiado . A vida, 
capciosa , passou pela porta.  A adrenalina 
com que rompeu, todos os cômodos , a fizeram vazar pelos olhos.
Peso aparente. Oprimido. Te amo. 
Apesar de não suportarem o vigor, a deixaram escorregar macia e sozinha. 
Seria esse o frescor da vida? Um sopro. 
Esperei 
pela próxima, não veio. Talvez por isso, não tenha vindo. 
Pra quê esperar ? Pareceu ser um sinal de que fugia. 
Será ? 
Na seqüência  deu sinal e perfurou as palmas das mãos, 
as solas dos pés , fincou-me ao chão com a gravidade do acaso. 
Batiam por todo o corpo, envolvendo-me com magia,
beijos e abraços . Vermelha . 
Um instante. Silêncio . Sabia !! 
Ela cobrou seu preço . Uma taça de sangue quente para beber, 
como um licor de morte, um beijo vermelho de sorte e um adeus para o norte. Precisava dizer que te amo .  

           (Edu Coutinho)

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Soneto de Saudade



Só queria estar presente
deitar ao seu lado, sentir seu amor por mais um dia,
borboletas verdejantes,
chama lenta de amor fiquei.

Já encontrava no meio e não sabia que havia começado,
tua fortaleza, a fraqueza das boas qualidades, 
está sob proteção do cheiro de cigarro. 
Círculos de fumaça. As mágoas sufocaram-se. 

Pela vivacidade de sua inteligência,
soltei as rédeas da fantasia e entreguei-me
as abonanças dos seus sorrisos. Asas arrojadas.

Sete flores, sete saudades
cinzas ao vento desenhando os melhores céus,
o adeus, a imponência do coração. Sete chaves !

       ( Edu Coutinho)

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

1.

O céu se acanhou atrás de nuvens cinzas; 
por um instante ,
difundiu-se  no vento leve 
umidecendo os amores de Vinícius , 
que dançavam ao som das franjas amarelas, 
que como um espelho,
plageavam o movimento calmo das asas
brancas  que plainavam.  Ali, ausentes.
Os movimentos incolores, borravam o quadro e os 
redemoinhos ilustravam a eminente catástrofe,
com os caminhos de areia que no ar se desenhavam.

Soprou o silêncio.
Aqueles de dar vontade de abraçar.
Novamente elas dançaram,
ansiosas 
sabem que o amor não pode esperar.

A luz, antes cinza, acendeu
o azul intenso do céu
através de seus olhos,
quentes e lânguidos,    
Inundando o silêncio com o esplendor de um arco-íris. 

2.

Suas pegadas, pequenos espelhos d'água,  
personificam seu caminhar iluminado, macio.
As franjas,
observam o seu vai e vem, 
pelas brancas asas que tricotam o ar com 
rasantes cortantes, livres,
cadenciado pelo ritmo de seus quadris.

As estátuas, de areia, desfazem-se,
não resistem ao corpo moreno,
molhado, 
viram súditas,
preferem sentir as solas.
Sabem que o corpo perece na forma.

O calor  de seus passos
dispersa a névoa branca,
com o mesmo rompante que o azul
expulsa o cinza.   

3.

Eis que surge, 
frontal
linda
com dois grandes de criptonita.

As palavras tentam, 
querem ser maiores, exceder as franjas,
querem cantar  seu violão. 
Tontas e hipnotizadas tombam no espaço.

Os olhos sujos de areia,
marejados, por tanta beleza,
ficam inertes. 
Ela passa.
As franjas se agitam, pela última vez, 
querem dançar, olham nos olhos dela, 
ela rejeita, 
enfraquecem-se. Ficam murchas.

4.

As ondas, antes, serenas,
agora apagam minha memória. 
Fervorosamente, 
dissolvem seu rastro 
com  espuma de bocas unidas.
Beijava os pés ou seria a alma ? 

O suplício deixa seus olhos inatingíveis, 
marca a respiração com o contorno inebriante de seu corpo 
que brilha,
que só revela sua metade, 
como se quisesse um duplo,
que vai.

O vento sopra.
As franjas, douram seus cachos.
No vazio, sem eco, 
fica o hiato.
Ficam as lembranças das franjas do mar.

        (Edu Coutinho)  


segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Simplesmente ...

Deixe a vida seguir ; Sem destino. 
Não pense as coisas  no seu Tempo. 
Elas nem sempre tem as suas vontades e muito menos, 
seus domínios. 
A ansiedade, a maluca ideia de alimentar aquilo que não se conhece,
angustia a alma e o espirito deste corpo terráqueo. 
Terreno. Respire. Simplesmente
faça aquilo que o quer. 
Nunca espere. Escute          s(eu)s instintos,  respire. 
Fique calmo, Tudo tem seu tempo. Tempo de amargurar, 
de maturar, de florescer. 
Acalme-se. Lembre-se sempre. 
A vida é um eterno aprendizado, um eterno ganhar, mesmo quando se perde. 
Para os vencedores, os corajosos, o trabalho e diario. 
Anseie, mas somente por suas adjacências e jactâncias. Caminhe crendo em suas tangências.
Nada alem disso existe. 
Respire.
Faça o que seu coração manda. 
Não arrume motivos para se ater, reter. 
Por maior que seja a dificil, deixe a correr !!  
Deixe a vida seguir ; Sem destino. 

          (Edu Coutinho)