quarta-feira, 22 de julho de 2015


Grama molhada,
Madeira úmida. 
Longa caminhada até ali chegar.
Descanso rápido, brindado 
              pelo vento calmo e pela
              sombra amena, que balançava 
              e tocava notas musicais. 
Encanto aos ouvidos; 
Mãos ao vento.
Folhas em branco.
Raios de Sol e o caminho refletido no couro,
               como ouro em suas dobras, 
               e também na bota, 
               que sentia os moinhos dos dedos 
               das mãos, na sola.  
Movimento que explora. 
Pegadas.
O vento Sopra,
Oscila O tempo,
longa caminhada 
E as botas rumo ao 
Infinito reintegram sua
                Jornada.
Grama úmida e 
Pé na estrada.
Viva, a longa
Caminhada.

Wet grass;
Damp wood.
Long walk to get there.
Fast break, rewarded by
The calm wind and
By pleasant shadows,
Which rocked and played
Musical notes.
Charm to the ears.
Hands to the wind.
Blank sheets.
Sunshine and the path reflected
In leather, as gold in its folds.
And also in the boats, which feels
The wildmills of the fingers of his hands,
                                              on the sole.
A movement that explore. Footprints.
The wind blows. Dangle time.
Long walk and the boots
Are going towards the infinite.
                          Reintegrate their journey.
Damp grass and
Standing on the road.
(A) Live,
The long way.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

O vento Sopra,
Oscila O tempo.
Ondas. Movimentos.
Proa a oeste e
As velas se acendem. 
Escorrem-se, flutuando
O tempo.
Novos caminhos Navegam, deslizando-se
No mar imenso. 
O vento, 
Uma onda e 
O tempo. 
Maré cheia
Que seus olhos adentram.
No infinito, navegam
Ao centro. 
Espaço criado
no vento por aquelas
Que flutuam ...
O vento.
O tempo.

The wind blows. 
Oscillations of the time. 
Waves. Movements.
Bow to the West and the 
                         sails are lit. 
Drip floating time.
New Path they sail. 
Sliding the immense 
                          sea.
The wind, a wave and 
                         the time.
Full tide that immerse into 
                          eyes.
At infinity, browsing to 
                          the Center. 
The space created in the wind 
by those that float 
The wind.
The time.











quarta-feira, 1 de julho de 2015

" Vislumbrava o verde,
Sentia o azul,
Mas o que via,
Era canoa preta.
Com ela navegou,
Encalhou. No mangue,
Encontrou pegadas
E buracos de outros
Náufragos.Navegantes de
bússola Arriada.
Guiadas Pelo destino.
E Enxergou lá
Longe, que
Perder-se não é
Só Caminho. É
Também meio
Para perder-se
Do ninho."

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Hoje quando acordei, andei até o jardim. A manhã  era serena, o capim, fresco . Acordei com rosas na cabeça. Botei a mesa do café. Frutas, sucos, pães e geléia de flores. Na maciez do capim acomodei-me. Quando notei, os raios do sol, espelhavam-se na fonte, que observava,minuciosamente, com seus olhos iluminados, o silêncio. Ela faz isso sempre as 8 da manhã. Calada, ela destituía meus sonhos, desprogramava a imaginação, com sutis esguichos de realidade, dando vida ao espelho. Laranjas, cerejas, amoras rolavam. Tudo caía. O jardim parecia ter vertigem. Ou era eu quem esmorecia ? O perfume rósea de suas manhãs, não adocicava mais o ambiente. O balanço, pendurado na cerejeira, oscilava, junto com o meu ir e vir. Devagar o rangido das correntes, pintavam todo o silêncio das minhas palavras. Uma a uma, elas fugiam do arrependimento de ficarem guardadas por todo esse tempo. O balanço era a pista de vôo. Catapultavam-se. Corriam junto ao  medo,  presente em todos os hiatos que marcavam a terra mole e barrenta como solas de sapatos. Essas danadas, descalças,queriam se contaminar com as lembranças das caminhadas matinais, dos cafés juntos. De tudo que existia além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus. Elas queriam, simplesmente, dizer a ela, que seus  sapatos ainda se encontravam embaixo da sombra dos piqueniques. Ela partiu, ou vai partir hoje? O vento passa, me abraça e borra com sua tinta fria o ar : De que adianta dois quartos, e uma sala gigantesca, quando se está sozinho em casa ?! Neste momento, o nó, esse músculo que da forma ao peito, aperta, como cano enferrujado no inverno. Bate os dentes da consciência e pronuncia : Anda por aqui algum homem vivo ?! O eco, percorre cada joelho, cada dobradiça da carcaça ruiva e velha. O motor, no seu quarto tempo, quer correr atrás do prejuízo, mas o ar em seus canos ilustra as primaveras passadas e o descuido. Nada mais resta, além do canto dos pássaros e algumas dezenas de palavras atravessadas na garganta. Petrificado e sem vida, a alma sai em devaneios inconscientes. Percorre  vontades e desejos. Coloca-me na frente do espelho. De frente. No reflexo, coração de pedra, a avareza pede socorre. A emergência, como um nada que é, é soprada pelo bule que chia suas explosões em bolhas de água. Por dentro esquenta. Tudo em ebulição. Um instante e saio locomotivamente expulsando meus vapores, que agora, não atrapalham as vistas, saem pelo canto dos olhos e por todas as interjeições de meu sujeito. Corre. Não sei porque. Talvez seja um ímpeto de vida. Talvez seja o medo, mas nada disso importa. Pois a morte comigo está de mãos dadas, em todos os meus passos. Chego. Encontro exatamente o que procurava. A passagem, solitária, para a morte, que dali não me levará. Os desejos acompanharam-me até ali. Um único olhar, a percepção do relógio, gigantesco, acima da cabeça, nenhum sorriso e muita vontade, de vômito, de ser prolixo, e nenhuma vontade de atritos interiores, mas as palavras pesavam minha garganta. Onde esta a coragem ? Eu sei o peso dessas palavras, caladas. Um instante. A primeira chamada, um segundo a menos. Será que a vida é agora ? Acabrunhado, enrolo-me, tento dizer o que é indizível. Questiono o medo. Por que ter medo de não ter coragem ? O vazio é o mesmo, o caminhar continua a ser sozinho. O que muda ? A vida, deve ser mais leve, dividida. A desconfiança, me segura ali. A consciência das limitações, mostra o êxito da saga de viver na beirada sem a audácia dos curiosos. A covardia da superficialidade, traz saudades apenas dos momentos físicos, pois o que está além, nunca foi vivido. Nunca me permiti pular do abismo, mesmo sabendo que jamais morreria. A segunda chamada. Tudo estava decidido do outro lado. Tinha um gostar que só exigia dispor-me. Do lado de cá, o arrependimento, a angustia de não ter dito e a morte pedindo carona. Cutucando meu ombro direito pergunta: Quem partiu ? Que diferença faz ? O vazio é o mesmo, o caminhar continua a ser sozinho e a satisfação de minhas superficialidades pesadas, beiradamente, realizadas. O sinal : a terceira e última chamada. Nada dito. Tudo vazio . Espasmos, nenhum reativo ! Anotou o nome e o número da cidade ? Muda alguma coisa ? E assim, indeferívelmente preta e branca, a materialização de meus anseios vai embora …
E agora ?!


domingo, 17 de maio de 2015

Flutuando,ela disse
A-Deus.
O vestido, se
Espedaçavaa ao vento,
No vento;como vento,
Soprava o amor; Forte,
Não os tinha criado pra si.
Sabia que ao mundo,
Pertenciam e que os tinha
Ensinado a voar,sobre a supervisão
De quem agora voa em ares
Limpos.
Os amores se foram: um bateu asa
E
Os outros se lançaram
Na infinitude do azul,
Para se deleitarem com a
Descoberta da escolha. Novos vôos.
Diversos aeroportos,
Influência das correntes,
Predadores. Ela sabe
Que não será fácil.
Chora sozinha, contém
Os impulsos. Quer voar,mas
Seus pés alados,criaram raízes,
Para que os anjos pudesses
Flutuar na terra.
Quer voar,mas sabe que os
Criou para voar.
Quer voar,mas sabe,que
Ao mundo pertencem.
Quer voar,mas sabe,que
Pés alados,só os anjos,podem ter
Para flutuar.
E junto
Com o vento,flutua
Para forte o amor
Soprar na hora da
Despedida.

terça-feira, 12 de maio de 2015

Vento, o
Coração, sopra.
Venta, bate 
O amor. Fresco.
Frescas, são as folhas lá 
aonde a primavera
aflora. 

Wind, 
The Heart, blows.
Blows the wind, beats
The love. Fresh. 
Fresh , are the leaves outside 
shaking. There,
where the spring 
arises.

domingo, 3 de maio de 2015

A noite começava,mas já se passava das 22hs. O vento,que soprava ameno,desenhava nas folhas a harmonia da noite. Não se viam as notas,mas se ouvia o doce tilintar dos galhos,pelos movimentos de bateria acústica,que faziam. O olhar era filtrado pelo vidro da janela,que também refletia a fresca lua que lá no alto brilhava. As vezes,até se confundiam as luzes dos altos metálicos,com a do astro. Tudo era tão vivo,que a aquarela que se desenhava, alternava as cores com o segundo do vento. Não havia nada programado,só o pensamento que insistia em dizer que a vida não é agora. Somente questões cortavam esse espaço mágico,pois ali elas se viram em necessidade de mudança. Viajaram alguns segundos para compreenderem que também elas estavam surgindo agora. No ato. No fato de observar a hora. Curiosas,levantaram até o limite do que podiam imaginar; e se viram presas no limite do precipício: A janela. Não conseguiam entender,como sentiam o vento lá fora,sem ventar aqui dentro. Tiveram um choque. E como resposta,as árvores balançavam ofegantes,a intensidade aumentava,na medida que se caminhava para a porta,precipício delas. E como um estouro,sentiram vontade de gritar, de desaparecer, pois mais nada,se compreendia agora. E num surto de desespero, arrombaram a porta. Saltaram do precipício e começaram a chorar vento. Tudo o que se sentia, eram notas musicais ofertadas pelo ato,fato. Voavam tão livres, que se integraram a noite e desapareceram. Abro a janela, sinto uma brisa fresca. A vida vem, sinfonicamente, como resposta e me arrasta adentro no ato. Fato,voava a Vida (d)no Agora.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Acorda reza
agradece o movimento
levanta. Mãos pro alto.
Espreguiça a boca escova.
Acorda. Lanche na mochila
por que a vida cobra. Anda
pra frente impulso de
gente. Tip tap das portas.
Sai. Na rua se transforma.
Corre corre e a na vida se escora.
Tic tac e já é hora. Caminha.
Mastiga o alimento
passos fugazes no asfalto.
Certeza de satisfação pois
é suficiente. Passo a
passo conecta os pontos na Terra.
Quadrados caminhados.
Outro caminho encontrado.
Hipotenusa:O quadrado dos passos
somados é igual ao destino.
Construido. Na Construção:
ei! Não obrigado,nã tem mesmo.
Música e o lado direito escondido.
Alento da realidade. O sinal abriu.
O lado esquerdo guia,pois caminhar é preciso.
Senta.Tudo o que move está dentro.
Abismo. Risco;o papel se abre.
A fé. Levanto. Olho e
continua verde. Corro.
Topo. Atravesso.
Sinto-me inteiro. É hora
do treino. Enfrento.
O coração se preenche.
Completo o dia. Banho-me
com a lua Deito.
Hora de benção.
Dia de guerreiro.

domingo, 21 de setembro de 2014

Em meu silêncio
Troveja como uma torrente,
Escorre como a mais
potente das forças;
Chega ao centro. Eu
Sento sinto sou.
Em meu silêncio
Disperta a mais bela arte,
Homem
Ser.
Tudo que cerca é caminho.
Em meu silêncio
Anda escondida,mas
Presente. Guia invisível
das minhas benções.
Em meu silêncio,
Surge o inesperado,
Intrépida trupe ao destino
Caminha.
Em meu silêncio,
O intocável é visível,
E o que não se vê, com certeza,
É destino.
Em meu silêncio,
A fé cria o
Caminho.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

"Setembrando"


Mês da leveza;
Veio como uma rajada de vento. Todos sabiam que ele chegaria,mas resolveram 
esperar pela ação do tempo. 
Como um filho,antes de ser parido,chutou,esperneou,trouxe esperança,amor e de repente chegou. Para todos aqueles que o esperavam sem planos,veio como um furacão,trazendo consigo um redemoinho de arrependimento. Pois,nada eles fizeram durante 9 meses,somente viram a somatória das horas mandarem os dias embora. O tempo foi e é cruel e existe só para aqueles que nele se criam; e não para aqueles que o esperam. Nesse, esses já se foram,são segundos passados.
Setembro veio, cheio de energia e com a leveza de todo dia quando começa. Que venha,que entre, que adentre.Que seja vivo,como cada segundo que respira. Que seja intenso em cada milésimo de sorriso;
e antes que me mostre uma outra direção, em Setembro
(ando).

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A paralisia causa a perda da espontaneidade: domínio que pelas minhas mãos caminham, assim como a mudança. A ideia é caminhar ao meio dos inimigos,mostrando foco e boas atitudes, a com convicção de estar fazendo o certo, são caminhos de libertação. É a liberdade do agora. O poder a gana e a vontade de vencer. Dificuldades são necessárias para se enfrentar e crescer e vencer, pois os vencedores caminham sempre por entre,por dentro;não caminham a esmo e até na inércia estão em movimento.
Capazes de controlar o medo e a negativa influência da mente, simplesmente caminham,acreditando que somente o poder de suas ações e pensamentos são capazes de colorir toda e qualquer possibilidade negativa da vida do coração e da mente.
Caminham, independente do passado ou do futuro. No presente, precisam vivenci(ar). Vencer a limitação do corpo e quebrar a barreira da mente.
Caminham, sabendo que só lhe resta fazer todo dia,pois esse sim é o único caminho possível para se construir o sólido o forte o hoje. Com os esforços,brigo, diariamente me desfaço,viro água para caminhar.
Aos m(eu)s esforços e convicções só acredito que posso: ser um vencedor; Cabe a mim.
É o poder da decisão: o lugar onde os mares se abrem e as curvas viram retas!! 
Esse é o caminho da evolução.
So
cabe (em)a mim!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sintomas de distancia
sopraram sob os ventos de outrora
salgados zumbidos aos ouvidos
surdos;
A vida era infinito e
a ... memorias e momentos e mar
amordaçados pelo peito que
admirado com sua coragem
Uivava.
Dançava sua solidão; que
Através de olhos espelhos d'agua
Desejava o calor o olhar proximo o afago,suspensos pelo
Eco.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Era uma tarde nublada. Era época de Monções em Mumbai,onde tudo é imprevisível. O clima la nessas épocas trazia junto consigo mais do que suas chuvas torrenciais e frescas.Também mostrava a prova,de que na vida, a incerteza é a única certeza,quando seus ventos trocavam a direção das velas de acordo com o segundo que passava. Lembro-me que nessa época se acordava animado para o dia que despertava. Agradecia antes de se levantar e pedia proteção para todos os santos. Para os anjos pedia que eles me guiassem nessa jornada e agradecia a graça de se viver O Dia. Acordava excitado com a possibilidade de correr alguns riscos,saia sem guarda-chuva e deixava as oscilações cuidarem de mim. A bússola era energia,era vento molhado no rosto,era eu de cabeça molhada. Lembro-me de como ela brilhava sempre que a Terra girava. Parecia uma Deusa e sorria. Era agua,era diluvio.Era terra na sola.  Não haviam barreiras,so ações e alguns naufrágios,por que a bússola também queria esse deleite.
O tempo passava sem se ver. Vai ver era o costume de viver e não ver. Eram tempos de aprender de ser de v(iv)er de correr. Como aprendi. 
Hoje,aqui em uma tarde nublada também é época de Monções: é tempo de aprender de ser de v(iv)er de correr. Hoje sou você. Feito de (e)us.  Vai ver me encontrei com a vida.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

O dia era ensolarado. Era uma segunda típica: quente,azul claro.Mas amena quando assobiavam os pássaros. A estrada era longa e ele já vinha caminhando ha tempos. Suas solas precisavam refrescar-se em uma sombra e sentir o chão enraizado e o fresco encosto para suas costas.Suas pernas fadigavam na medida que os pensamentos poluíam sua cabeça. Não sabia se não conseguia ou se não queria brigar contra isso. Ele nada mais queria. O calor conturbava-o. Penetrava nas roupas e estendia sua ira para o corpo.A caminhada ja não era mais interessante. Os efeitos de todo o investimento e cansaço começavam a se refletir na falta de força para enfrentar a jornada. Parecia não ser mais natural. Os passos eram pesados,ele não sabia ainda ser  excesso de vontade ou de pensamento. İncomodado, deu uma volta em seu eixo,olhando para o infinito,buscava uma solução. Mas a sua cabeça,nada pensava. Era um reflexo desesperado,necessidade de controle, que não existia.Estagnado, resolve dar uma segunda volta e de súbito começa a sentir os efeitos dos fortes raios na sua cabeça. Os olhos ardendo,ficaram de joelhos. Conseguiam somente ver a turva estrada e nela se fixaram.Derreteram com o vapor. Se via o reflexo da estrada e o denso cinza pulsando infinito. Eles meditavam. Não era possível identificar quais estradas percorriam: as que trouxeram-lhes até aqui ou as que ainda querem percorrer. Pareciam resolver se desertariam ou tornariam-se estrada. Era uma inércia construtiva. Difícil equação para quem já esta de joelhos. Por ali passeavam inatos a estrada até que de longe avistaram uma curva daquelas na qual a linha reta tange para o infinito. Perderam a referência. Viram que para continuar a estrada precisavam mudar. Pensaram e pesaram a infinitude e segurança de seguirem tangenciando as curvas com a infinitude de uma vida nova a cada curva. Em silêncio decidiram. Pequenos movimentos começaram as ser esboçados pelo corpo. Nas botas,os dedos se remoíam e as maos silenciosamente direcionavam-se para a bolsa em suas costas,famintas por agua;Depois de refrescarem-se,ajudaram os olhos a amenizar o calor e tiraram o gosto salgado do suor na boca.Os olhos agora,menos ardentes,ergueram-se até ficarem de pé. Sentiram o vento e resolveram dar mais uma volta no eixo. Buscaram cada milímetro do cenário. Pareciam fotografar cada frame pela ultima vez. Sabiam que não veriam mais aquelas areias,que ouviriam os cantos de outros pássaros,pois haviam decidido caminhar. Não sentiam mais o peso nas costas e muito menos de suas roupas e botas pesadas. O banho de agua os renovou.Estavam prontos para caminhar,mas suas solas ainda precisavam de descanso e suas costas sonhavam com o suave tronco para descanso.Mesmo assim resolveram caminhar e quando na tangência da esquina estavam avistaram o seu oasis:o s(eu) descanso para o inicio da jornada,do outro lado da curva.   

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Era uma quinta-feira quente e cinza. A manha despertou incomodada com sucessivos pensamentos,influenciada pelos sonhos, e ansiosa pela noite.Por isso as nuvens demoraram para descortinar o céu e os primeiros raios de sol so foram sentidos no momento em que se sentia o cheiro do café.Torrando. Logo em seguida acompanhando as correntes que adentravam a casa pela janela vieram as incessantes buzinas, o estalar dos ovos,o tilintar da frigideira e a felicidade de um bom café! A manha agora se sentia mais forte,os raios de sol ja clareavam o dia e até as plantas sorriam. Mas algo errado ainda acontecia,pois os olhos o opaco ainda viam. A manha,diferente dos outros dias, se comportava como um nascer no sertão.  Onde tudo é seco,intenso,marrom. Sufocada,caminhava sem direção,sem decisão.Não se sabia se era o nascer de ontem ou a paixão pela Lua. Angustiada e realmente incomodada com a ausência dos cantos do pássaros,ela senta com a sua xícara de café ainda quente,em maos, e começa a lembrar de todas as manhas anteriores. Começa a identificar muitas outras manhas como a de hoje. Secas, com vento quente e que depois do seu pôr sempre se iam. De repente alguns sons vieram de fora da manha. Vieram da vida que corria. Vida que dela dependia. Entao ela por um segundo prestou atenção ao que la fora acontecia e começou a lembrar de todas as belas manhas que teve. Quando nasceu feliz,radiante,com a natureza cantando. Nesse momento, a manha entendeu,que ela é muito mais importante quando divide o amor,criando a unidade. Entendeu que uma hora se precisa ir,por que é hora da Lua. E sentiu que manhas diferentes estão por vim. Entao,tudo começou a mudar. Tudo voltou ao natural, ao simples e era tao inato que o céu mais azul veio a ficar. Agora frescor era o que ela sentia em cada segundo que vivia e que morria.Feliz por entender que não so a vida,mas também a felicidade esta em cada segundo de unidade.  Cê la Vie.

sexta-feira, 7 de março de 2014

É dada a largada para mais um dia. Que dia?! O dia do agora. Ele não vem disfarçado de pousar do Sol ou de nascer da Lua. Não tem 24h. Tem apenas o tempo de uma palpitação. Não se consegue nomear e muito menos saber em que dia começa. Conseguimos ver somente quando acaba. Quando já passou, virou morte ou quando ele germina e vira um amor desenfreado por qualquer milésimo de circunstâncias. Onde se coloca tudo que és no mínimo que fazes. Esse é o agora: Anjo do qual herdamos as asas,a consciência mais elevada de nossos atos. A ação; O voo e a imersão no momento guiado pelo tic tac da vida. A presença e força de s(eu)s guias,nós.
Agora é andar suspenso,pois não se pisa, sê flutua na Terra. Esse é o momento em que se vive. Agora. É o contato com o Universo,particular do tempo que só tem um segundo. Onde só se consegue construir vivo. Onde a vida é sim,uma consequência,não do tempo,pois esse é racional,mas de a(go)ras. É vento no rosto. É a vida simples. É a libertação do futuro. É a liberdade.


And so it starts another day. What a day?! The day of today. It doesn't come disguised and the sunset or the moon rise. It doesn't have 24h. Has only time of a palpitation. It cannot be named and let alone know in which day it begins. We can only see when it ends. It has gone, turned to death or when it germinates and turns into an uncontrolled love for any millesimal of circunstance. Where you place all of what you are into every small thing you do. This is now: Angel of which we've inherited the wings, our most elevated conscience of our actions. The action; The flight and the immersion of the moment guided by the tic tac of life. The presence and the strength of our guides, us.
Now we walk suspended, because we don't step on it, we float no earth. This is the moment in which we live. Now. It's the encounter with the Universe, particular of time which has only one second. Where we can only build alive. Where life is like this, a consequence, not of time, for that's rational, but of now(s). It's wind on the face. It's simple life. It's the freedom of the future. It's freedom.

terça-feira, 4 de março de 2014

Quando vejo,sinto que todo o suor e esforço estão longe de acabar. Muitos serão os rios que ainda terei que navegar.Mas de uma coisa eu sei,essa é a única coisa que tenho:caminhar,acreditar e jamais desertar. O coração é de guerreiro,os pensamentos, de um sonhador e as atitudes,de um vencedor.Tudo esta longe de acabar,mas por aqui caminho:por dentro de mim,combatendo os meus medos e afinando meus sentidos.Ando como um lutador,como um corredor,como um corpo desforme,que se molda como agua. Por aqui caminho firme,deixando pegadas na alma. Nada mais importa,pois descobri que não sou um desertor.

When I see,i feel that all the sweat and effort are far from over. Many are the rivers that have yet to navigate. But one thing I know, that's the only thing I have: walk, believe and never deserting. The heart is the warrior, the thoughts of a dreamer and attitudes of a winner. Everything is far from over, but here ı walk there: inside me fighting with my fears and tuning my senses. İ walk as a fighter, as a runner, as a deform body that molds like water. Here steady walk, leaving footprints in the soul. Nothing else matters, because I found out that I am not a deserter.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Merry Christmas

118 fotos fotos atras era maıs um velho assustado com as mudanças. Tudo novo de novo. Novos formatos: desde a cama a concha da colher do café. Novos sabores e alguns mesmos amores. Saudades apenas das 7 fotos que me trouxeram aqui. Na gaveta guardam meu coração. Seco,maıs forte, menos vaidoso,menos carregado de ego,menos cego. Vai ver é a idade,que representa o nada além do tempo. Ja é tempo.Feliz natal! De presente a ausência. Sem presentes presenças ilustr(am)es. Minha vida. De presente as ausências,a falta: e o vazio nas próximas fotos. As horas separam, nos separam,me se-pa-ra. Esparramo-me no clima natalino. Novos ares,novos tempos. Reflexão. E o habitual encontro com as raízes. A razão do ser. Vocês.Eu no espectro de vossas lembranças. Historias antigas. Luzes coloridas, enquanto caminho. A arvore cresce,mesmo nos tempos de inverno. Suas folhas caídas,florescem (d)no chão. Trazem o perfume da infância e consigo os sonhos,a força de uma crença,a inocência. Tudo é possível de novo. Novo de novo. Tudo reverberado na tenacidade dos passos. A bota,antes inimiga dos pés,agora cavouca a neve. Inseri um novo registro na Terra. Novas rotações e um atrito extra. Vocês.Eu . Pegados,desapegados juntos nas pegadas. Preciso caminhar. Ja é tempo. Merry Christmas. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Deixei-as


Deixei ir como gotas de sabão 
bolhas fragmentadas de um amor 
soltas no espaço,esvoaçastes como os pássaros
que no ar navegam sem bússolas 
querendo o turbilhão quente do enaltecer e crescer 
para subir e 
adiante despencar do abismo azul profundo da gravidade
Agora. 
Deixei ir como bolhas fragmentadas 
figura lúdica esférica que ao toque do real se desfaz em 
água e banha a costa. 
Deixei ir 
como se o mais importante fosse observar o desprendido voar 
dos reflexos superficiais.
Deixei que se desfizessem as formas
para que a película presente no arco desenhasse quadrados.
Deixei-as existir sob o impulso de um sopro para que morresse por dentro 
Agora.
Deixei-as.

                (Edu Coutinho)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O silêncio que ...


Memoria encubada, para 
dentro refletida, 
imaginação real, 
o silêncio que precede …

Frames contam o dia 
gotas de tinta ilustram as fotografias, 
imagem de nós … Esporro, 
dançam as tintas,
sê livro, dançam as palavras que pintam 
as telas brancas de seus arredores com torpor; 
perspicazes capricham nos detalhes e 
se desenha espinhos,
vermelhos se afugentam no centro da seta,
questão de revirar as estórias.

O papel rompe,
tilintar da tinta,
chão bombardeado; Arco íris de fogo 
rompe, estrela cadente
um pedido e 
aquarela; bolhas, 
fim do túnel, luz 
verde, azul forte 
agora refletida pra fora, 
real imaginação só; 
dentro,o silêncio
que precede.

                (Edu Coutinho)