118 fotos fotos atras era maıs um velho assustado com as mudanças. Tudo novo de novo. Novos formatos: desde a cama a concha da colher do café. Novos sabores e alguns mesmos amores. Saudades apenas das 7 fotos que me trouxeram aqui. Na gaveta guardam meu coração. Seco,maıs forte, menos vaidoso,menos carregado de ego,menos cego. Vai ver é a idade,que representa o nada além do tempo. Ja é tempo.Feliz natal! De presente a ausência. Sem presentes presenças ilustr(am)es. Minha vida. De presente as ausências,a falta: e o vazio nas próximas fotos. As horas separam, nos separam,me se-pa-ra. Esparramo-me no clima natalino. Novos ares,novos tempos. Reflexão. E o habitual encontro com as raízes. A razão do ser. Vocês.Eu no espectro de vossas lembranças. Historias antigas. Luzes coloridas, enquanto caminho. A arvore cresce,mesmo nos tempos de inverno. Suas folhas caídas,florescem (d)no chão. Trazem o perfume da infância e consigo os sonhos,a força de uma crença,a inocência. Tudo é possível de novo. Novo de novo. Tudo reverberado na tenacidade dos passos. A bota,antes inimiga dos pés,agora cavouca a neve. Inseri um novo registro na Terra. Novas rotações e um atrito extra. Vocês.Eu . Pegados,desapegados juntos nas pegadas. Preciso caminhar. Ja é tempo. Merry Christmas.
sábado, 21 de dezembro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Deixei-as
Deixei ir como gotas de sabão
bolhas fragmentadas de um amor
soltas no espaço,esvoaçastes como os pássaros
que no ar navegam sem bússolas
querendo o turbilhão quente do enaltecer e crescer
para subir e
adiante despencar do abismo azul profundo da gravidade
Agora.
Deixei ir como bolhas fragmentadas
figura lúdica esférica que ao toque do real se desfaz em
água e banha a costa.
Deixei ir
como se o mais importante fosse observar o desprendido voar
dos reflexos superficiais.
Deixei que se desfizessem as formas
para que a película presente no arco desenhasse quadrados.
Deixei-as existir sob o impulso de um sopro para que morresse por dentro
Agora.
Deixei-as.
(Edu Coutinho)
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O silêncio que ...
Memoria encubada, para
dentro refletida,
imaginação real,
o silêncio que precede …
Frames contam o dia
gotas de tinta ilustram as fotografias,
imagem de nós … Esporro,
dançam as tintas,
sê livro, dançam as palavras que pintam
as telas brancas de seus arredores com torpor;
perspicazes capricham nos detalhes e
se desenha espinhos,
vermelhos se afugentam no centro da seta,
questão de revirar as estórias.
O papel rompe,
tilintar da tinta,
chão bombardeado; Arco íris de fogo
rompe, estrela cadente
um pedido e
aquarela; bolhas,
fim do túnel, luz
verde, azul forte
agora refletida pra fora,
real imaginação só;
dentro,o silêncio
que precede.
(Edu Coutinho)
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Barco de papel
Barco de papel
(Para Maria Mariana)
Navegar:
obsessão,necessidade é
intrínseco ao ser
humano como as franjas
espumantes do mar,
pegadas na areia, independente
da hora, do dia,
do tempo, gestos ríspidos,
respirar ação
profunda fome?!
Jejum que não escolheu
o que comer
artista da fome da vida
entenda que dia após dia
a forma repudia,
transformação contínua com
o passar da Lua:
Nada é. Próximo da morte
navegas por quê?
A violência do branco incita,
alerta em letras garrafais negrito
laranja pega sua maleta sai
por ai deixe-as,faça-as
de papel; adentre o mar frio
no começo, depois
diverso,poético com sua
neblina; mãos cortam o ar
proa ao norte, barco
flutua, sim!!
Por dentro de ondas gigantes
enfrente a dimensão, jejum só
de névoa, vela e refrescos do ar.
Papel adentre assim:
bravo,em riste,
caminhe sempre em frente
avante ao vento dentro
ao lado,sempre que possível;
Rotas e destinos diferentes,
cascos juntos ao infinito.
Morte da Lua, em
conta gotas ele surge acima,
muito antes amarelo,
forte e tira a cortina dos
olhos, agora
azul claro.
Panos esvoaçantes,
ranger dos dentes e uma eternidade
perene a sua frente; a inércia da velocidade
constante caminha! Se achegue
num canto calmo
se recoste as pedras
olha o céu imenso,
mesma cor das águas,
mas distante.
Quero ficar aqui
físico, vendo a herança
de outrora; Transeuntes que andavam sob
as águas,labirintos piratas.
Mesma paixão. Barco de papel
vai com eles adentrar a paixão
do coração que não se acaba mais
em água!
Evoé barcos de
papel!
(Edu Coutinho)
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Acabrunhado e absorvido
pelos lençóis da paixão
e
cobertos de sentimentos e volúpia
Quero você de novo!
Quero-te de novo!
em cima,
no meio,
embaixo
misturada,
absorvida por essa redoma de prazer.
Quero-te de novo!
Evaporando teu seio em minha pele,
aroma caloroso, sexo gostoso
ebulindo pelo corpo, que me envolve
com seu gosto.
Quero voce de novo!
Minha carne em sua unha
Sussurros isotérmicos;
Herméticos.
Quero seu gemido,
quero a Lua, quero o lúdico,
o deleite do seu gozo.
Quero-te de novo!
( Edu Coutinho )
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Minutos de angústia,
intervalo depois da partida.
Solidão, vazio e
uma vontade absurda de ver
já,
alvejar,
esbravejar,
viajar,
tocar,
gritar,
sentir o eco da voz percorrer
vales,
mares;
Lacunas e precipícios,
Castelo ou Fortaleza?
As portas desabam,
abrem-se caminhos, por dentro.
Pontes e o rio que abaixo passa,
fervilha como sangue quente quando
esquenta. Deve ser o furor
que causa o coração,
quando questionado.
Caminha e
tudo desaparece
como cera ao sol.
Sem rastros,
a terra serpenteia,
diversas margens,
mesmas águas?
Minutos de angústia,
(Edu Coutinho)
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Máquina do tempo escorre
Maquina do tempo
escorre escorre
suas chagas
por entre descem
escorre escorre
goela abaixo percebendo o fato
por que suprimir
fala ?
Por que simplesmente não dizes.
O que te aflinge ?
Escorre escorre
dilacere seus folículos, merdas
passadas.
escorre escorre pela vida,
a angústia e o medo de nada servem para esconder-se.
Inconsciência fingida,
por que martirizar-se com ignorância?
Capacho das próprias vontades
liberte-se dos preconceitos. Exerça a função
do sol, procure nascer todos os dias.
Por que insistir no escuro?
Expulse - os,
gananciosos do escuro,
com força para o (re)nascimento
da vida de agora. A dor,
precisa falar . Relaxe!
A vida é agora,
o que te fez dar esse sinal?
(Edu Coutinho)
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