sábado, 21 de dezembro de 2013

Merry Christmas

118 fotos fotos atras era maıs um velho assustado com as mudanças. Tudo novo de novo. Novos formatos: desde a cama a concha da colher do café. Novos sabores e alguns mesmos amores. Saudades apenas das 7 fotos que me trouxeram aqui. Na gaveta guardam meu coração. Seco,maıs forte, menos vaidoso,menos carregado de ego,menos cego. Vai ver é a idade,que representa o nada além do tempo. Ja é tempo.Feliz natal! De presente a ausência. Sem presentes presenças ilustr(am)es. Minha vida. De presente as ausências,a falta: e o vazio nas próximas fotos. As horas separam, nos separam,me se-pa-ra. Esparramo-me no clima natalino. Novos ares,novos tempos. Reflexão. E o habitual encontro com as raízes. A razão do ser. Vocês.Eu no espectro de vossas lembranças. Historias antigas. Luzes coloridas, enquanto caminho. A arvore cresce,mesmo nos tempos de inverno. Suas folhas caídas,florescem (d)no chão. Trazem o perfume da infância e consigo os sonhos,a força de uma crença,a inocência. Tudo é possível de novo. Novo de novo. Tudo reverberado na tenacidade dos passos. A bota,antes inimiga dos pés,agora cavouca a neve. Inseri um novo registro na Terra. Novas rotações e um atrito extra. Vocês.Eu . Pegados,desapegados juntos nas pegadas. Preciso caminhar. Ja é tempo. Merry Christmas. 

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Deixei-as


Deixei ir como gotas de sabão 
bolhas fragmentadas de um amor 
soltas no espaço,esvoaçastes como os pássaros
que no ar navegam sem bússolas 
querendo o turbilhão quente do enaltecer e crescer 
para subir e 
adiante despencar do abismo azul profundo da gravidade
Agora. 
Deixei ir como bolhas fragmentadas 
figura lúdica esférica que ao toque do real se desfaz em 
água e banha a costa. 
Deixei ir 
como se o mais importante fosse observar o desprendido voar 
dos reflexos superficiais.
Deixei que se desfizessem as formas
para que a película presente no arco desenhasse quadrados.
Deixei-as existir sob o impulso de um sopro para que morresse por dentro 
Agora.
Deixei-as.

                (Edu Coutinho)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O silêncio que ...


Memoria encubada, para 
dentro refletida, 
imaginação real, 
o silêncio que precede …

Frames contam o dia 
gotas de tinta ilustram as fotografias, 
imagem de nós … Esporro, 
dançam as tintas,
sê livro, dançam as palavras que pintam 
as telas brancas de seus arredores com torpor; 
perspicazes capricham nos detalhes e 
se desenha espinhos,
vermelhos se afugentam no centro da seta,
questão de revirar as estórias.

O papel rompe,
tilintar da tinta,
chão bombardeado; Arco íris de fogo 
rompe, estrela cadente
um pedido e 
aquarela; bolhas, 
fim do túnel, luz 
verde, azul forte 
agora refletida pra fora, 
real imaginação só; 
dentro,o silêncio
que precede.

                (Edu Coutinho)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Barco de papel


                                                         
                                                                       


Barco de papel

                                   (Para Maria Mariana)

Navegar:
obsessão,necessidade é
intrínseco ao ser
humano como as franjas 
espumantes do mar,
pegadas na areia, independente
da hora, do dia, 
do tempo, gestos ríspidos, 
respirar ação
profunda fome?!
Jejum que não escolheu
o que comer
artista da fome da vida
entenda que dia após dia
a forma repudia,
transformação contínua com
o passar da Lua:
Nada é. Próximo da morte
navegas por quê?
A violência do branco incita,
alerta em letras garrafais negrito 
laranja pega sua maleta sai
por ai deixe-as,faça-as 
de papel; adentre o mar frio
no começo, depois
diverso,poético com sua 
neblina; mãos cortam o ar
proa ao norte, barco
flutua, sim!!
Por dentro de ondas gigantes
enfrente a dimensão, jejum só
de névoa, vela e refrescos do ar.
Papel adentre assim:
bravo,em riste,
caminhe sempre em frente
avante ao vento dentro
ao lado,sempre que possível;
Rotas e destinos diferentes,
cascos juntos ao infinito.
Morte da Lua, em 
conta gotas ele surge acima,
muito antes amarelo,
forte e tira a cortina dos 
olhos, agora 
azul claro.
Panos esvoaçantes,
ranger dos dentes e uma eternidade
perene a sua frente; a inércia da velocidade
constante caminha! Se achegue
num canto calmo
se recoste as pedras
olha o céu imenso,
mesma cor das águas,
mas distante. 
Quero ficar aqui 
físico, vendo a herança 
de outrora; Transeuntes que andavam sob
as águas,labirintos piratas.
Mesma paixão. Barco de papel
vai com eles adentrar a paixão
do coração que não se acaba mais
em água! 
Evoé barcos de 
papel!

                                      (Edu Coutinho)

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Acabrunhado e absorvido 
pelos lençóis da paixão
cobertos de sentimentos e volúpia
Quero você de novo!

Quero-te de novo!
                                      em cima,
                             no meio,
                                      embaixo
misturada, 
absorvida por essa redoma de prazer.

Quero-te de novo!
Evaporando teu seio em minha pele,
aroma caloroso, sexo gostoso 
ebulindo pelo corpo, que me envolve
com seu gosto.

Quero voce de novo!
Minha carne em sua unha
Sussurros isotérmicos;
Herméticos.

Quero seu gemido,
quero a Lua, quero o lúdico,
o deleite do seu gozo.
Quero-te de novo!
              
                  ( Edu Coutinho )

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Minutos de angústia,
intervalo depois da partida.
Solidão, vazio e 
uma vontade absurda de ver
já,
alvejar,
esbravejar,
viajar, 
tocar,
gritar,
sentir o eco da voz percorrer
vales,
mares; 
Lacunas e precipícios, 
Castelo ou  Fortaleza? 
As portas desabam,
abrem-se caminhos, por dentro.
Pontes e o rio que abaixo passa, 
fervilha como sangue quente quando 
esquenta. Deve ser o furor 
que causa o coração,
quando questionado.
Caminha e
tudo desaparece
como cera ao sol. 
Sem rastros, 
a terra serpenteia,
diversas margens,
mesmas águas?

Minutos de angústia,


      (Edu Coutinho)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Máquina do tempo escorre

Maquina do tempo
escorre escorre
suas chagas 
por entre descem
escorre escorre
goela abaixo percebendo o fato
por que suprimir 
fala ?

Por que simplesmente não dizes.
O que te aflinge ? 
Escorre escorre
dilacere seus folículos, merdas
passadas.
escorre escorre pela vida,
a angústia e o medo de nada servem para esconder-se.

Inconsciência fingida, 
por que martirizar-se com ignorância?
Capacho das próprias vontades 
liberte-se dos preconceitos. Exerça  a função
do sol, procure nascer todos os dias.
Por que insistir no escuro?

Expulse - os, 
gananciosos do escuro,
com força para o (re)nascimento
da vida de agora. A dor,
precisa falar . Relaxe!
A vida é agora, 
o que te fez dar esse sinal?

                    (Edu Coutinho)